Venha conhecer o fantástico mundo da sardinha portuguesa

Chegados ao mês do verão e dos Santos Populares, há uma protagonista que rouba sempre a cena gastronómica toda. A rainha dos arraiais, dos churrascos com amigos, a preferida das brasas, a preferida dos portugueses. Já sabem de quem falamos, verdade? A bela da sardinha, pois claro!



É que não podíamos deixar de falar da sardinha, especialmente nesta época de veraneio. E, principalmente, estando nós em Apúlia, neste maravilhoso pedaço de terra à beira-mar plantado onde a sua pesca é abundante.


Por isso, estava mais do que na hora de trazer-lhe umas “sardinhices” à maneira. Algumas curiosidades sobre este peixe que tem como habitual destino a grelha. Mas que também nos tornou famosos no mundo das conservas, com as célebres sardinhas portuguesas enlatadas.


Um peixe com um papel tão importante em termos culturais no nosso país, que até há mesmo quem fale num verdadeiro tesouro nacional. O que é confirmado com a sua vasta presença nas artes decorativas, cerâmicas, literatura, música e até na pintura do nosso património cultural português.


Agora acenda as brasas e deixe-as a aquecer lentamente enquanto vem mergulhar connosco na história da sardinha. Prepare-se para descobrir uns factos bem curiosos sobre este pitéu português.



Origem do termo sardinha

Apesar de ser um peixe tão tradicional em Portugal, a verdade é que a origem do seu nome vem de outro local. Sabia disto? É que a sardinha é um símbolo tão grande no nosso país, que crescemos praticamente a acreditar que ela é só portuguesa. Mas, a verdade é que o termo sardinha teve origem na ilha mediterrânica de Sardenha, em meados do século XV. E tal deve-se essencialmente à circunstância deste ser um peixe muito abundante nessa região.


Mas se foram os italianos os padrinhos, o facto é a sardinha criou raízes em Portugal. E somos nós um dos seus maiores consumidores. Que o confirmem os arraiais e santos populares pelo verão fora deste nosso Portugal.



O ciclo da sardinha

Mas vamos ao princípio e começamos logo no nascimento propriamente dito da sardinha. Na postura, as sardinhas fêmeas chegam a gerar cerca de vinte mil ovos. Sendo que, é apenas após um período de metamorfose de cerca de 40 dias, que as sardinhas atingem a sua fase juvenil e adquirem o aspeto que lhe reconhecemos. Algumas das suas características mais peculiares, como a sua maravilhosa cor prata que faz os nossos olhos brilhar.


Em termos de esperança de vida, as sardinhas conseguem atingir em média cerca de 14 anos e até 27 centímetros de comprimento. No entanto, na nossa costa são mais comuns sardinhas com 7 anos no máximo e cerca de 22 centímetros.



Sardinha na costa portuguesa

Quanto à sardinha portuguesa, é um conjunto de características especiais da nossa costa, que a tornam especialmente abundante neste peixe. Felizmente para nós, seus fãs assumidos. Desde a temperatura das águas, à salinidade, oxigénio, nutrientes e abundância de plâncton, tudo são condições que favorecem a fartura da sardinha no nosso mar. Tanto que há quem afirme que se trata mesmo da rainha do mar português, considerando os vastos cardumes que abundam na nossa costa.


No entanto, todos os tesouros precisam de ser cuidados. E nesta senda, Portugal e Espanha comprometeram-se numa gestão cada vez mais sustentável desta espécie. Num plano que além do limite de capturas, contempla medidas de proteção e o reforço das campanhas científicas nesta área.


Sendo que, no panorama nacional, para o ano de 2022, está fixado para a frota portuguesa um limite de captura de 29 400 toneladas, com a arte de cerco. Ou seja, bastante sardinha para os nossos pratos, mas procurando garantir o máximo respeito pela sua capacidade de reprodução. O que, afinal, é tudo aquilo que se pretende, de modo que nunca arrisquemos perder o “stock” desta bela iguaria.


É, por isso, necessário que continuemos sempre focados na proteção desta espécie. Tudo para que nunca nos falte uma sardinhada em pleno verão e que os nossos filhos e netos possam deliciar-se com este petisco no futuro.



Benefícios do consumo de sardinha para a saúde

Por outro lado, os trunfos da sardinha não se esgotam na beleza da sua cor, no seu sabor ou cheiro tão característico. A verdade é que ela é igualmente associada a inúmeros benefícios para a saúde. Não há dúvidas nenhumas quanto à sua riqueza em ácidos gordos polinsaturados do tipo ómega 3, vitaminas e minerais. Características que a tornam especialmente preciosa para a saúde e bem-estar, particularmente no que diz respeito ao combate ao colesterol e reforço do sistema imunitário. Passando também pelo controlo da pressão arterial, prevenção de doenças inflamatórias crónicas e diversos benefícios para a função cerebral.


Uma série de atributos terapêuticos que tornam legítimo recomendarmos o consumo da sardinha por razões imperiais de saúde. Como se necessitássemos de mais um argumento para nos deliciarmos com uma bela sardinhada. De qualquer das formas, aqui ficam os benefícios, caso necessite de responder a algum amigo que ouse perguntar “sardinhas outra vez?”.

Agora digam-nos se este não é um currículo e peras? Da origem do seu nome aos benefícios do seu consumo, a sardinha não deixa ninguém indiferente. Desde a brasa às conservas, é um dos peixes mais apreciados em Portugal. Com uma legião fiel de fãs, que nunca se esquece delas, especialmente mal vê um grelhador.


Por aqui, no Camelo Apúlia, a Sardinha é realmente um dos pitéus mais apreciados neste mês de Junho. A nossa sardinha "bibinha" assada em brasa de carvão, acompanhada com batata da horta cozida com pele, pimento verde assado e broa de milho frita.


Uma sardinha cujo único segredo é ser bem fresca e selvagem. E chegar ao seu prato ainda com sabor a mar. Até porque, com a sardinha não é preciso muito mais. Afinal, a sardinha não é exigente. Só pode é beneficiar de um grande vinho a acompanhá-la. E para isso está cá a nossa garrafeira de eleição e a nossa sugestão especializada de harmonização.



Agora que conhece a sardinha melhor do que nunca, aproveite para vir saboreá-la aqui no sítio onde ela é pescada, Apúlia. E à nossa mesa, de preferência!


Aguardamos a sua visita, com uma sardinhada digna de registo, claro. Reserve agora através do nosso telefone 253 987 600.


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